Consumidores de Araraquara reclamam da falta de sacolinhas
Última atualização em Qui, 26 de Janeiro de 2012 07:48
Os consumidores de Araraquara começam a se adaptar ao acordo entre o governo do Estado de São Paulo e supermercados, que desde esta quarta-feira (25) - deve retirar 12,4 milhões de sacolas plásticas distribuídas mensalmente pelos grandes varejistas. Mesmo sem multa para os estabelecimentos que descumprirem a decisão, a maioria dos supermercados cumpriu o prazo e já deixou de distribuir as sacolas. O problema é que uma das alternativas oferecida pelos vendedores - as sacolas biodegradáveis - ainda não está à venda na maior parte dos supermercados da cidade.
Nos estabelecimentos visitados pela reportagem do EP Araraquara, apenas um ofereceu a sacola sustentável, produzida com amido de milho, que se decompõe com mais facilidade, e que deve ser vendida ao consumidor pelo preço de custo (R$ 0,19). Essas sacolas possuem código de barra que permite a cobrança.
Como alternativa, os supermercados estão oferecendo gratuitamente caixas de papelão e vendendo embalagens reutilizáveis ou ecobags com preços entre R$ 0,70 e R$ 2,00. De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a vantagem é que esse material dura cerca de dois anos.
Em alguns estabelecimentos, as novidades já estão disponíveis ao consumidor, mas as antigas sacolas de plástico ainda estão presentes nos caixas. De acordo com funcionários de uma rede araraquarense de supermercados, a distribuição continuará até o fim do estoque em todas as unidades.
Conscientização
A costureira Maria do Carmo Caetano, de 63 anos, já se conscientizou que não encontrará mais sacolas plásticas nos supermercados, mas, enquanto andava pelo Centro, foi pega desprevenida quando decidiu fazer compras de última hora. “Tenho várias sacolas de lona em casa, mas hoje saí para resolver outras coisas, e como tive tempo aproveitei para fazer despesa, depois percebi que não estava com as sacolas retornáveis.”
A solução foi levar as compras em caixas de papelão, distribuídas pelo supermercado. “Achei anti-higiênico, porque essas caixas carregavam outro tipo de produto e não servem para carregar alimento”, comenta ela, que esperou um táxi para levar suas compras.
O mesmo não ocorreu com a auxiliar de contabilidade, Ednelza Araújo, de 42 anos. Ela foi às compras munida de sacolas retornáveis e bolsas térmicas. “Já usava caixa de papelão desde o ano passado, quando começou a discussão sobre isso”, diz. “Acho que é válido porque pelo menos ajudamos o planeta e ainda diminui o risco de enchentes.”
A administradora de empresas Noeli Bussaneli diz que carrega uma ecobag dentro da bolsa e quando foi fazer compras na tarde desta quarta-feira comprou mais uma. “A minha já estava velha de tanto que uso, por isso comprei mais uma”, afirma. Além disso, ela costuma carregar as compras em carrinhos de feira.
Outros estabelecimentos
O acordo entre governo e a associação dos supermercados não se estende a outros estabelecimentos comerciais, mas alguns também já estão deixando de distribuir as sacolas plásticas. Em duas unidades de uma loja de departamentos em Araraquara, as sacolas normais não estão mais sendo distribuídas.
A reportagem do EP Araraquara não encontrou caixas de papelão nos caixas das duas lojas e de acordo com funcionários, as sacolas biodegradáveis ainda não estão disponíveis. A única alternativa encontrada pelos consumidores é carregar os produtos na mão ou gastar mais R$ 2,00 com uma ecobag.
De acordo com o defensor público, Rodrigo Emiliano Ferreira, não há lei que proíba a distribuição de sacolas. “É um contrato com os supermercados e os outros estabelecimentos que quiserem aderir podem aderir, mas não existe obrigação”, afirma.
com informações: eptv.com














